Uma realidade diferente do que parece
Na reportagem anterior, você conheceu um pouco das diferentes realidades que existem entre o Brasil, onde se insere também Brusque, e outros países, como a Irlanda, onde andar de bicicleta nas ruas diariamente é algo corriqueiro e até incentivado. A existência de espaços apropriados e a locação delas, as bicicletas fazem com que muitas pessoas optem por andar sob duas rodas ao invés de quatro.
Algo diferente deste lado do mapa. Em um país onde os espaços para bicicletas são raros e as ruas são projetadas para automóveis, quem consegue se locomover com tranquilidade e segurança é vitorioso. Apesar de todos estes aspectos negativos, há quem veja que o gosto pelas “magrelas” está crescendo a cada dia.
Segundo, Alberto Alexandre Montibeller, empresário que atua na venda de bicicletas há cerca de 16 anos, a realidade de Brusque está mudando. “Todos estão vendo que está cada vez mais difícil de ir de carro devido ao trânsito, que está mais intenso e as ruas não estão comportando tanto espaços para carros. Em alguns casos é mais fácil chegar no serviço de bicicleta do que de carro”, afirma ele. Para Montibeller, o próprio motorista está se conscientizando de que o ciclista está deixando espaço para o carro.
O motorista trancado dentro no carro acaba se estressando mais e chegando mais tarde no seu destino e tendo uma qualidade de vida pior do que o ciclista que leva menos tempo, e acaba polui menos, sem contar que não provoca ruídos e melhorando ainda mais a mobilidade no meio em que vivemos e assim proporciona uma qualidade de vida ainda melhor para todos.
A ideia de que a bicicleta é uma ferramenta importante de locomoção e melhor qualidade de vida não é apenas de quem tem por missão vender elas. Claudio Tristão (44), morador do Jardim Maluche, utiliza a bicicleta para locomoção até o Centro diariamente. Para ele, mais espaços apropriados nas ruas fariam com que muito mais pessoas optassem pelo uso das duas rodas.
“Investir em ciclovia é muito importante. A bicicleta facilita o acesso no trânsito. Desenvolvendo ciclovias, se traz mais segurança aos ciclistas”, comenta ele.
Para o secretário de Trânsito e Mobilidade da prefeitura de Brusque, Paulo Sestrem, a bicicleta é um meio rápido e algo que o poder público administrativo local deseja ampliar. “A prefeitura pensa nas pessoas que não possuem 18 anos de idade, bem como aquelas que não têm veículos automotores ou as que, durante a semana, desejam deixar o carro em casa para economizar combustível e fazer atividade física. A bicicleta tem um custo de manutenção barata, não polui o meio ambiente é algo que todos podem ter”, destaca ele.
Um dos projetos da prefeitura é a reestruturar a Beira Rio, o que deve propiciar mais mobilidade. A ideia do novo projeto é que o pedestre fique mais protegido e, assim, mais próximo ao rio, ao mesmo tempo que a ciclofaixa mais próxima da rua.“O ciclista para acessar a ciclovia, ele, normalmente, entre no passeio. E queremos mudar isso”, complementa Sestrem
Segundo ele, no verão é comum as pessoas usarem mais a bicicleta, que, atualmente, virou um meio de locomoção. “Em um raio de até de quatro quilômetros do Centro, devido aos congestionamentos, a bicicleta é um meio mais rápido”, finaliza o secretário.



